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Servidor do Ministério do Planejamento profere palestra sobre gestão de riscos no TCEMG
14/11/2017

O professor Rodrigo Fontenelle (Foto: Su Bernardes)“Precisamos mesmo de fazer gestão de riscos no setor público?” Foi com essa indagação que o palestrante Rodrigo Fontenelle iniciou sua palestra, dia 14/11/2017, no Auditório Vivaldi Moreira do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG). E a resposta foi: “Sim, faz todo sentido fazer isso no setor público”. E a explicação é simples. Com a gestão de riscos é possível trabalhar melhor, com uma melhor entrega de resultados, e evitando desperdícios. O professor Rodrigo Fontenelle é assessor especial de Controle Interno e servidor responsável pela implementação da Gestão de Riscos no Ministério do Planejamento. Ele contou sua experiência no Ministério e como é possível alcançar resultados melhores e mais eficazes gerenciando riscos.

Colocar o despertador para tocar, usar o GPS (Sistema de Posicionamento Global), olhar para os dois lados da rua antes de atravessá-la. Estes foram exemplos que o palestrante deu sobre como fazemos a gestão de riscos no nosso dia a dia a fim de atingir um objetivo. “Para a gestão de riscos, a gente só precisa de um objetivo. Se a gente faz isso na nossa vida, podemos fazer isso também na vida profissional”, frisou o professor.

Um bom exemplo que Fontenelle deu sobre o tema foram os sete gols que a seleção da Alemanha marcou no jogo contra a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. O professor exibiu um vídeo com os momentos dos gols e o legendou com as falhas cometidas pelos jogadores e comissão técnica, fazendo uma analogia com o ambiente corporativo. O que o assessor queria mostrar, com isso, é que para que o trabalho possa ser desenvolvido com êxito, alcançando os objetivos, é necessário pensar nos riscos. No caso do jogo, as linhas de defesa estavam desprotegidas, além de outros fatores. Trazendo o exemplo para o ambiente corporativo, essas linhas de defesa são representadas pelo gestor do processo (1ª linha); supervisão e monitoramento (2ª linha); e auditoria interna (3ª linha). Ou seja, para o jogo correr bem, essas linhas têm que estar atuando bem. Fontenelle esclareceu que o sentido da palavra “defesa”, nesse caso, deve ser entendida como “defender” o negócio ou os objetivos estratégicos da instituição.

Ele contou a experiência do Ministério do Planejamento na Gestão de Riscos, já com 140 riscos identificados em nove processos relevantes mapeados na gestão de riscos; mais de 100 gestores sensibilizados e de 100 reuniões técnicas de gerenciamento de riscos e 69 exposições sobre o tema para 33 órgãos/entidades parceiros. O professor anunciou que, em breve, o Ministério do Planejamento disponibilizará software público e livre para auxiliar as instituições no gerenciamento de riscos. A princípio, este sistema foi batizado de Ágata.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), conselheiro Cláudio Terrão, agradeceu a presença do professor e desejou que todos os servidores presentes pudessem aproveitar os ensinamentos trazidos. A diretora-geral, Gislaine Fois, lembrou da importância de se aplicar isso no dia a dia, despertando a nossa consciência para colocar a questão em prática. “A gente pensa isso em mundo particular, mas não pensa no mundo corporativo”, disse. A biblioteca do TCEMG recebeu um exemplar de uma obra do professor intitulada “Implementando a gestão de riscos no setor público”.

Rodrigo Fontenelle também fez apresentação para assessores e diretores

Na parte da manhã, o professor Fontenelle fez apresentação para assessores e diretores do TCEMG. A reunião aconteceu no salão nobre.


Redação: Karina Camargos Coutinho / Coordenadoria de Jornalismo e Redação