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Servidores em Home Office comemoram nova fase de vida
04/12/2017

Marlúcio usou um cômodo do seu apartamento exclusivamente para montar o escritório (Foto: Thiago Rios)

O
 Projeto-Piloto do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) para servidores que possuem o perfil e desejam experimentar a modalidade de home office foi oficializado em agosto de 2017, por meio da Portaria nº 60/PRES, e já está reduzindo custos e, principalmente, aumentando a produtividade dos servidores. Dentre as metas estabelecidas para os que estão em regime de home office, estão obrigações como: cumprir, no mínimo, a meta de desempenho estabelecida pelo gestor; atender às convocações para comparecimento às dependências do Tribunal de Contas sempre que houver necessidade da unidade organizacional ou interesse da administração; reunir-se com a chefia imediata para apresentar resultados parciais e finais, dentre outras.

O analista de Controle Externo da Coordenadoria para Otimização da Análise de Processos (Otimizar), Marlúcio Campos Maciel, é um dos servidores que integram o Projeto-Piloto do TCEMG. Marlúcio, que é natural de Pompéu (Região Central do Estado), contou como sua vida mudou depois que começou a trabalhar no regime de home office. O servidor, que já vinha se preparando para uma possível aposentadoria e retorno às suas origens interioranas em 2018, depois de 39 anos de trabalho, sendo 28 anos dedicados ao Tribunal de Contas, revelou que a nova modalidade de trabalho o motivou e “deu mais gás” para poder continuar mesmo com o “cenário de incertezas que a reforma da Previdência está provocando em servidores públicos que já estavam tão próximos da aposentadoria”.

Marlúcio voltou a fazer atividade física (Foto: Divulgação)Com residência fixa em Pompéu, o servidor do TCEMG vai ao Tribunal pelo menos uma vez por semana para buscar os processos que irá trabalhar durante a semana e entregar aqueles que foram finalizados. “Antes eu acordava às 5h30min, me preparava para ir trabalhar e encarava o trânsito para conseguir chegar até 7h no Tribunal. Isso estava me deixando com os nervos à flor da pele”, confessou Marlúcio. “Hoje acordo entre 7h e 7h30min, tomo meu café, vou a pé para o clube, faço hidroginástica e volto para trabalhar, sem aquela sensação de que não vai dar tempo”, comemora a nova rotina de vida o servidor. 

Outro ponto positivo para o servidor é possibilidade de conviver mais com sua família que ainda permanece em Pompéu. “Consegui reestabelecer o forte elo entre o lado profissional e o pessoal e encontrei nesta fusão um equilíbrio inexplicável, que trouxe de volta minha alegria pessoal, meu vigor construtivo e renovou minha capacidade produtiva que estava um pouco adormecida”, considerou.

A Diretoria da Tecnologia de Informação (DTI) do TCEMG implantou, para os que estão em home office, o sistema VPN (Virtual Private Network), solução encontrada pelo Tribunal para conectar os servidores e possibilitar que eventuais problemas técnicos sejam rapidamente solucionados pelos especialistas da TI. Segundo Marlúcio, esse sistema é tão eficiente que para ele, “não existe diferença nenhuma entre trabalhar na sede do Tribunal de Contas ou no escritório da minha casa”. 
Envolvimento
Mais um servidor que integra o Projeto-Piloto é o analista de controle externo Geovane Aparecido Batista. O servidor se sentiu atraído pela possibilidade de mudança que, para ele, é uma postura da nova administração do Tribunal de Contas. “O atual presidente está muito antenado ao mercado e isso é muito bom para a relação em todos os pontos”, declarou o servidor. 

Aumentar a produtividade foi um dos pontos que, para Geovane, não foi um grande problema, porque agora, segundo ele, ficou mais fácil ficar concentrado por períodos mais longos e manter o foco no processo. “Às vezes até preciso tomar cuidado para não trabalhar mais do que o necessário porque o envolvimento é tão maior que nem vejo o tempo passar”, afirmou o servidor.

A possibilidade de conviver mais com a família e poder fugir do trânsito caótico do dia a dia também são pontos apontados como fatores fundamentais para a melhoria na qualidade de vida, segundo Geovane. Além do TCEMG, instituições públicas como o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) já implantaram o sistema para seus servidores e outros tribunais já estudam a possibilidade de permitir o home office.

"Trabalhar com essa vista é bem mais prazeroso", contou Marlúcio (Foto: Thiago Rios Gomes)