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Efetividade das políticas públicas domina debates no 3º dia do Congresso de Internacional

22/05/2026

Foto: Thiago Guarah
A manhã do terceiro dia do X Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas, realizado nesta quinta-feira (21/05/2026), em Belo Horizonte, foi marcado por debates sobre avaliação de políticas públicas, monitoramento de resultados, transformação digital e uso de indicadores para qualificar a tomada de decisões na administração pública.
 
Promovido pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) e pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), o evento reuniu representantes de tribunais de contas de todo o Brasil, do governo federal e de organismos internacionais.
 
O destaque da manhã foi o painel “Indicadores e custos das políticas públicas para avaliação de sua efetividade” que reuniu representantes de tribunais de contas, do governo federal e do Tesouro Nacional. A mediação foi conduzida pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá, conselheiro Reginaldo Ennes.
 
Durante a apresentação, o diretor-geral do TCEMG, Gustavo Vidigal, destacou a importância de aproximar o controle externo da realidade enfrentada pela população e defendeu o uso de indicadores e sistemas de custos como instrumentos fundamentais para avaliar se as políticas públicas realmente entregam resultados concretos à sociedade.
 
Para Vidigal, os tribunais de contas precisam ampliar a capacidade de avaliar não apenas a legalidade dos gastos, mas também a efetividade das ações públicas.
 
O diretor-geral do TCEMG ressaltou ainda que a produção de informações qualificadas contribui para decisões mais eficientes e fortalece a governança pública. “Não basta saber quanto o Estado gasta. É preciso compreender o que está sendo entregue para a população e qual transformação social está sendo produzida”, considerou Gustavo.
 
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, conselheiro Ivens Linhares, defendeu o fortalecimento de uma cultura de planejamento e avaliação permanente dentro da administração pública. Segundo ele, o controle externo tem papel estratégico na indução de boas práticas e na construção de políticas públicas mais eficientes e sustentáveis. “Os indicadores precisam servir como instrumentos para aperfeiçoar a gestão pública e melhorar a vida das pessoas”, pontuou.
 
Já o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, Rodrigo Coelho, abordou a importância da utilização de evidências e dados confiáveis no acompanhamento das políticas públicas. Para ele, os tribunais de contas vêm ampliando sua atuação para além da fiscalização tradicional, contribuindo para uma gestão pública mais orientada a resultados. “A avaliação das políticas públicas permite compreender se os recursos estão, de fato, gerando impacto positivo para a sociedade”, destacou.
 
A programação da manhã contou, ainda, com a palestra “Abordagens indutoras e estruturantes do território empreendedor: o Sebrae, os órgãos de controle e o desenvolvimento”. Em seguida, o corregedor-geral do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, conselheiro Guilherme Maluf, a assessora do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Blenda Pereira, e o gestor público do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Daniel Boson, discutiram os desafios da inovação tecnológica aplicada às políticas públicas e à gestão da saúde no painel Saúde, desenvolvimento e transformação digital, mediado pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, conselheiro Gildásio Penedo.
 
 

X Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas





Thiago Rios Gomes - Coordenadoria de Imprensa