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Humanização do sistema prisional: obra de Durval Ângelo repercute em Mondolivro

10/04/2026

Obra do presidente Durval Ângelo, que que detalha a eficácia do modelo de ressocialização sem armas, repercute na coluna Mondolivro

BELO HORIZONTE - O livro APAC – A face humana da prisão, que detalha a eficácia do modelo de ressocialização sem armas, foi o tema da última edição da coluna Mondolivro, do jornalista e gestor cultura Afonso Borges, veiculada pela rádio Alvorada FM e disponível em plataformas de streaming de áudio.

A coluna é um espaço diário dedicado ao universo literário e ao mercado editorial. Com mais de 25 anos de existência, o espaço se consolidou como uma das principais referências de crítica e indicação de livros no rádio brasileiro, com novidades sobre lançamentos, dicas de leitura, curiosidades sobre autores e análises de obras que conectam a literatura com outras artes, como cinema e teatro.

Superlotação crônica e o ciclo vicioso

O sistema prisional brasileiro é, reconhecidamente, uma das feridas abertas mais profundas do país. Entre a superlotação crônica e o ciclo vicioso da violência, a pergunta que resta é: existe saída para a ressocialização? É sobre esse terreno árido que se debruça o livro “APAC – A face humana da prisão”, de autoria de Durval Ângelo, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCEMG).

O livro mergulha na metodologia das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs), modelo idealizado por Mário Ottoboni que se tornou referência internacional a partir de Minas Gerais. A obra é descrita como "necessária e atual" por enfrentar o desafio da reincidência criminal através de uma premissa disruptiva: a humanização do cumprimento da pena.

Em foco, o método

Ao contrário do sistema tradicional, nas unidades da APAC não há presença de policiais armados ou agentes penitenciários. O foco recai sobre a disciplina, o trabalho e o estudo, onde o detento é tratado como “recuperando”. A estrutura se baseia na participação ativa dos próprios internos na manutenção da unidade, resultando em índices de reincidência significativamente menores do que a média nacional.

Trajetória e impacto

Durval Ângelo reúne na publicação dados estatísticos e experiências concretas de implantação do modelo. A obra funciona como um guia e um manifesto, questionando como o Estado pode punir o crime e, simultaneamente, reduzir a violência na sociedade de forma eficaz.

A repercussão na coluna de Afonso Borges reforça o papel do livro como um documento essencial para gestores públicos, juristas e a sociedade civil organizada, ao apresentar uma alternativa viável para a crise carcerária brasileira.

O livro de Durval Ângelo conta com as contribuições importantes de figuras históricas do método APAC: Mário Ottoboni: O idealizador do método APAC é o autor do prefácio e Luiz Carlos Rezende e Santos: Juiz de Direito, responsável pela apresentação.

Link para a coluna: https://omny.fm/shows/mondolivro/mondolivro-durval-ngelo-e-o-livro-apac-a-face-humana-da-pris-o

Spotify: https://open.spotify.com/episode/4E33DQHP7XTmmYNOLfItbu?si=16391cc9d321420a