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Números apontam aumento de produtividade de servidores em Home Office
14/12/2017

Da esq para dir: Os servidores Geovane Aparecido, Gleice Santiago, Marlúcio Campos, a coordenadora Cláudia e o superintendente Henrique (Foto: Thiago Rios)

No dia 11 de agosto de 2017 o
 Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) publicou no Diário Oficial de Contas (DOC) a Portaria nº60/PRES que instituiu o projeto-piloto para servidores que possuem o perfil e desejam experimentar a modalidade de home office. Depois de analisar a experiência de grandes empresas do mundo, como a Google, Amazon, Xerox, IBM, Adobe, 3M e Philips, que reduziram custos e aumentaram a produtividade, o TCEMG também implementou a modalidade para servidores que executam atividades em meio físico ou eletrônico compatíveis com a prestação do serviço de forma remota. 

Conforme as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal de Contas, a produtividade do servidor em regime de home office deverá ser no mínimo 20% superior à média da produção mensal de sua equipe de trabalho e serão considerados somente os trabalhos realizados com a qualidade exigida pelo gestor da unidade. Atualmente, servidores da 3ª Coordenadoria de Fiscalização do Estado, da 2ª Coordenadoria de Fiscalização Municipal, da Coordenadoria de Fiscalização de Benefícios Previdenciários Municipais (CFBPM) e da Coordenadoria para Otimização da Análise de Processos (Otimizar) participam do projeto-piloto do TCEMG.


Os números do primeiro trimestre, após a implantação do projeto, confirmam a expectativa no aumento da produtividade. Foi verificada, apenas na Coordenadoria para Otimização da Análise de Processos (Otimizar), uma entrega de 37% acima da meta estabelecida. Isso significa que houve um crescimento de 57% nos processos examinados pelo setor. Ou seja, além de uma excelente alternativa para o servidor, o home office pode ser útil para o Tribunal de Contas de Minas Gerais e, consequentemente, para a sociedade que ganha com a maior eficiência da instituição. 

A coordenadora do Otimizar, Cláudia Ávila Andrade, falou sobre os desafios de gerenciar servidores no sistema home office. Ela lembrou que, primeiramente, é fundamental o “servidor ter perfil para trabalhar em casa”. 

“Acho que essa experiência está sendo muito positiva porque, além de os números provarem o aumento da produtividade, é possível ver que os servidores em home office estão mais felizes. Percebemos que a qualidade de vida melhorou muito e isso, é claro, traz um resultado positivo para a própria instituição”, dessa forma Cláudia avaliou os números do primeiro trimestre após a implantação do projeto. Cláudia contou que usa todas as plataformas tecnológicas disponíveis para manter o contato frequente com todos. “Já fizemos até um grupo no WhatsApp para poder facilitar a nossa comunicação”.

A coordenadora do Otimizar destacou que, para o trabalho fluir da melhor maneira possível, os servidores em home office redobraram a atenção e diminuíram ao mínimo o número de correções, evitando, assim, o retrabalho. “Como a coordenadoria aumentou a produtividade então, é claro, que meu trabalho de revisão também ficou maior e eles precisam ser mais cuidadosos”, considerou. 

A 2ª Coordenadoria de Fiscalização Municipal e a CFBPM também apresentaram um aumento de 20% dos processos examinados, enquanto a 3ª Coordenadoria de Fiscalização do Estado atingiu um crescimento de 10,4%. Então, analisando os números, é possível afirmar que trabalhar em casa é bom para o servidor porque ele pode ter mais qualidade de vida e para o Tribunal de Contas porque a produtividade pode ser significativamente elevada. 

O superintendente de Controle Externo do TCEMG, Henrique de Paula Kleinsorge, destacou o cumprimento das metas das coordenadorias que possuem servidores participando do projeto- piloto. Para ele, “os servidores em home office estão muito comprometidos com os objetivos e estabelecer metas individuais é muito importante para o Tribunal”, considerou. O superintendente também falou sobre o ganho que os servidores têm na qualidade de vida e as vantagens disso para o TCE. Segundo ele, “o Tribunal trabalha com mais eficiência, já que aumenta a produtividade na análise dos processos e, quando os servidores vêm pegar os processos, posso ver nitidamente que todos estão muito satisfeitos com essa flexibilidade”. 

Além do TCEMG e de grandes multinacionais do mundo, outras instituições públicas como o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) já implantaram o sistema para seus servidores e outras instituições públicas também estudam a possibilidade de adotar o home office

Thiago Rios Gomes / Coordenadoria de Jornalismo e Redação