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Órgãos de controle acompanham Conferência Estadual de Educação e articulam premissas para o novo Plano Decenal de Minas Gerais

08/09/2026

Contribuições consolidadas pela Conferência representam um compromisso compartilhado com a educação pública e evidenciam que o planejamento de longo prazo - foto: Naila Mouthé/TCEMG

 Encontro na capital mineira reuniu quase 500 delegados para avaliar o atual Plano Estadual de Educação e definir diretrizes para redes públicas e privada

A Conferência Estadual de Educação 2026 chegou ao seu ato final na última segunda-feira, 7 de setembro. A jornada, iniciada há mais de um ano com debates municipais e atividades descentralizadas em 16 regiões do estado, desembarcou na capital mineira. Em Belo Horizonte, delegados e delegadas reuniram-se ao longo do último fim de semana para avaliar a efetividade do atual Plano Estadual de Educação (PEE) e definir as premissas que nortearão o próximo plano decenal (2028 – 2038).

A participação ativa de instituições de controle, como o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) e o Ministério Público de Contas (MPC), reforça a importância da articulação entre a sociedade civil e o poder público. O objetivo é garantir que as metas pactuadas sejam rigorosamente acompanhadas, monitoradas e transformadas em resultados efetivos para estudantes, educadores e comunidades escolares.

"Ao reunir diferentes perspectivas em torno de objetivos comuns, o processo permite o debate qualificado de temas estratégicos para a educação, como inclusão, permanência escolar, aprendizagem, valorização dos profissionais, gestão democrática, financiamento e governança. A Conferência reafirma a importância do diálogo democrático como instrumento para a formulação de políticas públicas", avalia Naila Mouthé, secretária-executiva do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Minas Gerais pelo TCEMG.

Ao todo, 499 pessoas participaram da última etapa da Conferência, representando a comunidade escolar, profissionais do setor, estudantes, famílias, gestores públicos e entidades civis. Para Naila Mouthé, os dias de debates intensificados abriram portas para novas frentes de atuação do Tribunal. "Foi uma verdadeira prova de resistência e um trabalho excelente. Durante as atividades, tivemos a oportunidade de identificar muitas oportunidades de o Tribunal contribuir diretamente com o processo de formação dos educadores e dos representantes de conselhos voltados ao acompanhamento da política pública da educação em nosso estado", destacou.

Próximos passos

As propostas aprovadas na plenária final servirão como alicerce para a construção do projeto de lei que tramitará nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. "Nosso documento trata de toda a educação no território de Minas Gerais – da creche à pós-graduação –, nas redes públicas municipais, estadual e federal, e também no setor privado", esclarece a coordenadora-geral do Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais (Fepemg) e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Analise de Jesus da Silva.

Ao encerrar os trabalhos, Analise de Jesus da Silva conclamou os participantes a manterem a mobilização permanente em torno das diretrizes fixadas. "Sigamos na garantia daquilo que é o lema da Conferência Estadual de Educação de Minas Gerais. Sigamos entendendo que a educação que queremos é um direito de todas as pessoas. Queremos muito que esse direito seja garantido enquanto educação pública, gratuita, laica, antirracista, anti-etarista, não-sexista, anti-LGBTQIA+ fóbica, uma educação popular, presencial, com segurança para todos, com gestão democrática, inclusão, equidade, reconhecimento das diversidades e efetivação da qualidade social", concluiu.

Propostas, construídas de forma coletiva, reflem a diversidade de realidades, desafios e expectativas presentes nas diferentes regiões do estado. - foto: Naila Mouthé/TCEMG