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Pesquisa nacional aponta avanços, mas reforça desafios em igualdade racial e equidade de gênero

18/08/2026

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) participou de duas pesquisas nacionais que mostram avanços na promoção da igualdade racial e da equidade de gênero nos tribunais de contas brasileiros, mas que também revelam desafios que ainda exigem maior atenção das instituições públicas. Os levantamentos, coordenados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCERS), reuniram informações de 31 dos 33 tribunais de contas existentes no país. Apenas o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) não participaram. 
 
As pesquisas analisaram normas, programas, estruturas institucionais e ações de fiscalização relacionadas ao combate ao racismo, à promoção da igualdade racial, à equidade de gênero e ao enfrentamento da violência contra a mulher. 
 
 
Desafios persistem 
 
Os resultados demonstram que os tribunais vêm incorporando essas pautas em suas atividades internas e no controle externo, mas indicam que ainda há espaço para avanços. 
 
Na área de equidade de gênero, 61,3% dos tribunais participantes informaram realizar ações de fiscalização relacionadas à implementação das estruturas previstas na Lei Maria da Penha. Por outro lado, apenas 37,9% acompanham a existência e o funcionamento dos Conselhos Municipais dos Direitos das Mulheres. 
 
Na pesquisa sobre igualdade racial, menos da metade dos participantes relatou fiscalizar o cumprimento da legislação que prevê o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas escolas. O levantamento também identificou baixa incidência de fiscalização sobre os Conselhos Municipais de Promoção da Igualdade Racial. 
 
 
A atuação do TCEMG 
 
No TCEMG, a pauta da diversidade e da inclusão vem sendo fortalecida por meio de iniciativas institucionais e ações de fiscalização. 
 
Entre elas está a criação do Comitê de Diversidade e Inclusão, responsável por propor políticas relacionadas à igualdade de gênero e étnico-racial e fomentar ações de conscientização dentro da instituição. 
 
O Tribunal também adotou ações afirmativas em concursos públicos, com reserva de vagas para pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e transgênero, ampliando as oportunidades de acesso ao serviço público. 
 
Outro destaque é o estudo Participação Feminina na Gestão Pública Mineira, elaborado pela Diretoria de Fiscalização Integrada e Inteligência (Suricato). O levantamento mostrou que, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, as mulheres ainda ocupam menor espaço nos cargos de liderança e nas funções mais bem remuneradas da administração pública. 
 
 
Fiscalizar para avançar 
 
A atuação do Tribunal também inclui o acompanhamento de políticas públicas voltadas à proteção dos direitos das mulheres. Nesse contexto, o TCEMG realizou auditoria operacional sobre as ações estaduais de enfrentamento à violência contra a mulher, com recomendações destinadas ao fortalecimento da rede de atendimento, da prevenção e do monitoramento dessas políticas. 
 
 
Compromisso contínuo 
 
Os resultados das pesquisas reforçam que a redução das desigualdades raciais e de gênero depende de esforços permanentes do poder público e da sociedade. Para o TCEMG, os levantamentos mostram que avanços importantes já foram alcançados, mas evidenciam que ainda há muito a ser feito para fortalecer políticas públicas, ampliar oportunidades e garantir direitos. 
 
Para o presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, “ao participar da iniciativa nacional e desenvolver ações voltadas à inclusão, à diversidade e ao controle de políticas públicas, o Tribunal busca contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, representativa e igualitária”. 
 
Leia a íntegra dos estudos:
 
Combate ao racismo e promoção da igualdade racial 
 
Equidade de gênero e violência contra a mulher 
 
 
 
Consulte ainda: 
 
Cartilha Mude a Fala: transforme a história: cartilha para substituição de expressões racistas 
 
Cartilha de Conscientização e Combate ao Assédio Moral e Sexual nos Tribunais de Contas