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Presidente destaca papel do controle externo na sustentabilidade durante Cúpula Climática no Acre

03/02/2026

O presidente Durval Ângelo abordou a crise climática a partir de uma perspectiva ética, social e institucional (Foto: Divulgação)

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), conselheiro Durval Ângelo, participou da I Cúpula Climática Ecumênica do Acre, realizada no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), evento que reuniu representantes de instituições públicas, especialistas, lideranças religiosas e sociais para discutir os impactos das enchentes recorrentes do Rio Acre e os desafios da governança ambiental.

Durante sua palestra, o presidente Durval Ângelo abordou a crise climática a partir de uma perspectiva ética, social e institucional, ressaltando que a sustentabilidade não é apenas um compromisso ambiental, mas um dever constitucional. “Os tribunais de contas têm dever e obrigação de garantir que o princípio da sustentabilidade, previsto e determinado pela Constituição Federal, seja cumprido”, afirmou.

Ao longo da exposição, Durval Ângelo destacou que o debate ambiental está diretamente relacionado à justiça social e à proteção das populações mais vulneráveis, especialmente em regiões afetadas por eventos climáticos extremos. Em sua fala, enfatizou ainda que espiritualidade, compromisso social e preservação ambiental são dimensões indissociáveis quando se trata do futuro do planeta e da dignidade humana.

presidente do TCEMG também ressaltou o papel estratégico dos tribunais de contas na fiscalização das políticas públicas ambientais, apontando o controle externo como instrumento fundamental para assegurar que ações governamentais estejam alinhadas aos princípios da sustentabilidade e da proteção do território.

Durante a cúpula, o conselheiro citou o Programa Justiça Carbono Zero, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à qual o TCEMG aderiu, com o objetivo de zerar as emissões de carbono geradas pelo funcionamento e pelas atividades de fiscalização do Tribunal. O programa está estruturado em ações voltadas à adoção de energia limpa, ao engajamento dos servidores e à promoção de uma consciência ecológica institucional.

Entre as medidas destacadas estão a parceria com a Cemig SIM para o uso de energia solar, a adesão voluntária de servidores ao programa — que gera benefícios ambientais e econômicos — e iniciativas internas de sensibilização, com foco na mudança de comportamento ambiental dentro e fora do ambiente de trabalho.

Ao encerrar sua participação, Durval Ângelo reforçou a necessidade de mobilização coletiva diante da crise climática, defendendo que a preservação ambiental e a sustentabilidade dependem da atuação consciente das instituições públicas e da sociedade como um todo.

I Cúpula Climática Ecumênica do Acre consolidou-se como um espaço de diálogo interinstitucional e reflexão sobre governança ambiental, reafirmando a urgência de respostas integradas e estruturantes frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Foto: Divulgação