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TCE nega recurso e mantém determinação para que Estado não assine contrato de R$ 237 milhões para programa de inclusão produtiva de jovens

11/07/2025

Programa visa políticas públicas de socioaprendizagem e inclusão produtiva de jovens - foto ilustrativa
O Tribunal de Contas manteve, em sessão desta quarta-feira (09/07), a decisão que proíbe o governo estadual de assinar eventual contrato com a entidade selecionada para executar o “Programa Evolução Jovem”, como pretende o Edital Sedese/Subipter n. 01/2025. O programa visa atender 10 mil estudantes da Rede Pública Estadual, em 70 cidades mineiras, com realização de políticas públicas de socioaprendizagem e inclusão produtiva. Pelo edital, o Estado repassará mais de R$ 237 milhões à entidade vencedora do certame. Os conselheiros negaram o Agravo (recurso) nº 1.192.221, proposto pelo Estado, após decisão do TCE de 11/06, que determinou ao Estado que não assine tal contrato.
 
A Denúncia inicial (processo nº 1.188.122), relatada pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão, foi apresentada pela Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte (Assprom) e pela Rede Cidadã, e questiona a exigência de qualificação, pela entidade vencedora, como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) no momento da assinatura do termo de parceria. 
Segundo as denunciantes, a exigência afasta entidades tradicionalmente habilitadas para execução destas políticas públicas, como aquelas detentoras do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas).
 
Evolução Jovem
 
O “Programa Evolução Jovem” visa promover a inclusão produtiva e a socioaprendizagem de jovens em situação de vulnerabilidade social, entre 16 e 24 anos, em 70 municípios mineiros, a fim de estimular a empregabilidade, a superação das desigualdades educacionais e a elevação da escolaridade média de jovens que enfrentam altas taxas de insucesso escolar, tais como abandono e reprovação. O programa integra formação socioemocional e profissional, escolar complementar, mentoria, acompanhamento socioassistencial, trabalho formal remunerado e certificação.