Siga-nos nas redes sociais:

Acessibilidade

AUMENTAR CONTRASTE

DIMINUIR CONTRASTE

TCEMG destrava Hospital Regional de Sete Lagoas e viabiliza início do atendimento à população

28/05/2026

Termo foi assinado na Sala Ágora, na sede do Tribunal de Contas; representantes da Câmara de Sete Lagoas também prestigiaram o evento - Foto: Thiago Rios Gomes/TCEMG

Foi assinado, nesta quinta-feira (28/5), o termo de conciliação que viabiliza o início do funcionamento do Hospital Regional de Sete Lagoas. Homologado, por unanimidade, pelo Plenário do TCEMG, o acordo encerra a Mesa de Conciliação feita entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Prefeitura de Sete Lagoas, e regulariza convênios firmados para a construção do hospital, possibilitando a transferência da gestão da unidade hospitalar para o município.
 
Coordenada pelo conselheiro Agostinho Patrus, esta é a segunda Mesa de Conciliação do TCEMG voltada à área da saúde – em setembro de 2025, o Tribunal garantiu solução para abertura do Hospital Regional de Teófilo Otoni. O procedimento referente ao Hospital de Sete Lagoas solucionou convênios firmados para a construção e conclusão da unidade.
 
O coordenador da Mesa, conselheiro Agostinho Patrus, destacou a importância da solução construída pelas instituições. "O Hospital Regional de Sete Lagoas está entre os hospitais regionais em melhores condições estruturais e uma unidade dessa relevância não poderia permanecer cercada por incertezas. Hoje, a cidade possui um leito de CTI infantil e dobrará o número de CTI adulto. Conseguir concluir uma Mesa tão importante em tão pouco tempo mostra que estamos no caminho certo", afirmou.
 
O termo foi firmado entre a Prefeitura Municipal de Sete Lagoas e pela Secretaria de Estado de Saúde, assistida pela procuradora da Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG), Renata Couto de Faria.
 
"Esse momento que estamos vivendo só foi possível pela sensibilidade deste Tribunal, que é um dos mais importantes do nosso país. Se vocês não tivessem, por meio de toda a equipe técnica, se debruçado, se empenhado pela causa, nós não estaríamos aqui fazendo um acordo que está dando a Sete Lagoas sustentação para que o Hospital Regional possa funcionar e salvar vidas", ressaltou o prefeito Douglas Melo.
 
"Estávamos com um problema na mão: dois convênios com prestações de contas no valor de mais de R$ 70 milhões, o que entendíamos que não era um processo justo. A gente não tinha outro caminho técnico a ser feito [para viabilizar o hospital]. Trouxemos, então, a questão para o Tribunal de Contas que prontamente acolheu essa demanda. E conseguimos transformar os R$ 70 milhões em R$ 2 milhões", destacou a secretária adjunta de Saúde de Minas Gerais, Poliana Lopes.
 
O Tribunal recomendou à SES-MG que futuros editais de concessão de uso de bens públicos de natureza similar estabeleçam maior clareza quanto à equipagem hospitalar e às atividades correlatas, de modo a evitar que impasses semelhantes se repitam. O TCEMG vai instaurar, ainda, processo de monitoramento para acompanhar o cumprimento do termo.
 
"A Mesa de Conciliação é, hoje, o grande instrumento que o Tribunal tem para trazer resultados positivos de políticas públicas para a sociedade. É o Tribunal perto da sociedade, da cidadania, que realmente atua para efetivar políticas públicas e consolidar a democracia", reforçou o presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, que acompanhou a assinatura do acordo ao lado do vice-presidente, Agostinho Patrus.
 
Mais leitos e 100% SUS
 
A conclusão do Hospital Regional de Sete Lagoas encerra um período de quase dez anos de paralisação das obras e representa um avanço importante para a saúde pública em Minas Gerais. Com impacto regional estimado para mais de 640 mil habitantes de 35 municípios da macrorregião, a unidade hospitalar oferecerá atendimento 100% SUS de média e alta complexidade em áreas como urgência e emergência, cardiologia, neurologia, traumatologia, tratamento de queimados e saúde mental.
 
A estrutura contará com 226 leitos, sendo 50 de UTI adulto e pediátrica, além de 27 leitos de pronto atendimento, nove salas cirúrgicas e oito consultórios especializados. A unidade, que reduzirá a demanda por atendimentos em Belo Horizonte, também funcionará em sistema de “porta aberta” para atendimentos imediatos e será equipada com tecnologia moderna para a realização de exames diagnósticos.
 
Clique aqui para acessar galeria de fotos (Crédito: Thiago Rios Gomes/TCEMG).