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TCEMG produz estudo e demonstra que adoção da jornada 5X2 não terá grande impacto nas prefeituras mineiras

01/07/2026

Mais de 90% das pessoas que trabalham nas prefeituras mineiras já atuam na escala 5X2 - imagem: geração IA

Agora, pela manhã, o plenário do Senado Federal debate os impactos sociais, econômicos e produtivos caso a escala 5X2 seja adotada como regra geral. A Proposta de Emenda à Constituição, que propõe a redução da jornada, adotando cinco dias de trabalho por dois de descanso, passou pela Câmara dos Deputados.

Na Câmara Alta, como afirmou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, o PL vai passar antes por comissões para fomentar o debate e qualificar a decisão de senadores e senadoras.

Defensores da redução da jornada, entre eles entidades de classe e movimentos sindicais, o Ministério do Trabalho e profissionais da educação, argumentam que a mudança vai trazer ganhos de produtividade, redução das ausências no trabalho e melhora na saúde mental. Opositores, entre eles associações e proprietários de supermercados, comércio varejista, representantes do agronegócio, micro e pequenos empresários, defendem que a medida vai elevar custos operacionais e travar novas contratações.

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE) produziu um estudo para avaliar o que pode acontecer nas prefeituras mineiras caso a escala 5 por dois seja aprovada. O levantamento incluiu pessoas concursadas e aquelas nomeadas, ou seja, que trabalham no serviço público sem ter passado por concurso público. O levantamento considerou dados dos três primeiros meses deste ano. Foram analisados 767.371 vínculos de trabalho e a conclusão é que mais de 90 por cento da força de trabalho das prefeituras já atua em jornadas de até 40 horas semanais.

Acompanhe a notícia produzida pela TV TCEMG e reportagem publicado no portal da Casa de Contas mineira.