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"Debater sobre o consensualismo é fortalecer a democracia", afirma vice-presidente do TCEMG

30/09/2025

Conselheiro Agostinho Patrus destacou o papel do TCEMG em implementar práticas conciliatórias - Foto: TCEMG/Divulgação

“O consensualismo é um caminho que aproxima as instituições dos cidadãos, e debater esse tema junto a outros órgãos é uma forma de fortalecer a democracia”. A afirmação do vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), conselheiro Agostinho Patrus, marcou o início do painel “A Autocomposição no Sistema de Justiça: Avanços e Desafios”, realizado nesta terça-feira (30/9), em Belo Horizonte.

O encontro, que já se consolida como um dos principais fóruns sobre métodos consensuais no país, reuniu autoridades e especialistas nacionais e internacionais em busca de novas perspectivas para lidar com disputas jurídicas e sociais.

Na mesa em que participou, o conselheiro destacou o papel do TCEMG em implementar práticas conciliatórias que trazem resultado para a sociedade.

“As Mesas de Conciliação do Tribunal de Contas rompem com a lógica de vencedores e vencidos. Ao tratar do interesse público, entendemos que as partes que buscam o auxílio do Tribunal não estão em lados opostos, mas sim na mesma direção, todos trabalhando em prol da população”, ressaltou Agostinho Patrus.

Mesas de Conciliação do Tribunal são mais uma instância de atuação em benefício da sociedade - Painel foi realizado durante o 3º Congresso Internacional de Políticas Autocompositivas do TJMG - Foto: TCEMG/Divulgação

Também compôs o painel o advogado-geral do Estado de Minas Gerais, Sérgio Pessoa de Paula Castro, que ressaltou os resultados da mudança de postura adotada pelo Estado, nos últimos anos, em direção a uma justiça mais conciliatória. Segundo ele, a prática mineira vem se consolidando e ganhando espaço nacional.

“Vivemos, hoje, um movimento ainda muito forte de judicialização no país. Nesse contexto, Minas Gerais sai na frente: o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas são órgãos de vanguarda e passam a inspirar instituições e a própria advocacia pública em todo o país a assumir um papel mais colaborativo”, explicou.

Na sequência, a juíza Flavia Cristina Rossi Dutra, supervisora do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TST, abordou a importância da autocomposição para a solução de litígios.

“Esse mecanismo não apenas resolve o conflito em si, mas também as questões sociais subjacentes, encurtando os caminhos processuais e oferecendo às partes a oportunidade de construir uma solução adequada”. A mesa foi mediada pelo desembargador Tiago Gomes de Carvalho Pinto.

Mais cedo, a programação contou com reflexões sobre a consolidação de políticas autocompositivas em conflitos socioambientais envolvendo povos indígenas, com a participação do filósofo Jaime Angel Alvarez e a advogada Tania Gabriela Gonzalez Vallejo, sob mediação do desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, 3º vice-presidente do TJMG. O advogado Diego Faleck também discursou, apresentando estratégias processuais aplicadas a casos reais e complexos.

Painel foi realizado durante o 3º Congresso Internacional de Políticas Autocompositivas do TJMG - Foto: TCEMG/Divulgação

Das Mesas de Conciliação do TCEMG

Com o objetivo de tornar a administração pública mais ágil e eficaz, o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCEMG) instituiu a Mesa de Conciliação e Prevenção de Conflitos. A iniciativa, oficializada pela Resolução nº 01/2025 e publicada no Diário Oficial de Contas em 18/3/2025, busca aproximar o Tribunal de Contas dos órgãos estaduais e municipais.

A proposta das Mesas de Conciliação é privilegiar soluções construídas conjuntamente, dando mais rapidez aos processos e fortalecendo o caráter preventivo do TCEMG.