Siga-nos nas redes sociais:

Acessibilidade

AUMENTAR CONTRASTE

DIMINUIR CONTRASTE

Conselheiro Durval Ângelo profere Aula Magna na Apac de Betim

06/10/2025

Foto: Vinícius Dias/TCEMG

O presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, conselheiro Durval Ângelo, foi o responsável pela Aula Magna para o curso de pós-graduação em Teoria, Método e Disposições Legais em Associações de Proteção e Assistência ao Condenado (Apacs). A palestra aconteceu na Apac/Betim nesta segunda-feira (6/10). O curso é oferecido pela PUC Minas em parceria com a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e vai formar a primeira turma especializada no tema no país.

Diante uma plateia de 80 recuperandos e 30 alunas e alunos, divididos de forma presencial e remota, Durval apresentou a palestra “Direitos Humanos: o novo nome da democracia”. Ele lembrou que, no domingo (5/10), foi promulgada a Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, que ampliou e garantiu direitos sociais e liberdades individuais da população. Durval lembrou que há 37 anos, quando foi publicada a Lei Maior, existiam 30 milhões de analfabetos no Brasil, distantes dos 9 milhões atuais. O presidente também frisou que, na época, 17% da população era desempregada, contra 5% de hoje em dia. Outro dado que mostra a relevância de garantir poder ao povo é o número de universidades e colégios técnicos federais criados nos últimos anos, o que permite maior acesso ao estudo. “Ainda temos um longo caminho para construir a democracia”, refletiu.

O conselheiro falou sobre os cinco primeiros artigos da Carta Magna, que asseguram à população dignidade da pessoa humana sem distinção de raça, orientação sexual ou origem e ainda um estado democrático de direito. “Traidor da Constituição é traidor da pátria”, parafraseou o ministro Ulisses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

O presidente lembrou da Auditoria Operacional realizada pelo Tribunal de Contas nas associações que resultou no livro “APAC: A face humana da prisão”. “A obra mostra o papel das instituições sociais na questão dos direitos humanos em números. Vários países da América Latina, como Equador, Paraguai e Uruguai, vieram conhecer o desenvolvimento do sistema”, contou.

Enquanto deputado estadual, Durval Ângelo presidiu a bancada de Direitos Humanos por 12 anos. Durval também foi vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e participou de CPIs, como a da Prostituição Infantil (1996), CPI Carcerária (1997) e a que investigou corrupção, sonegação fiscal e outros delitos nas casas de bingos (1998).

Segundo a coordenadora da pós-graduação, Lívia Gouveia, o objetivo do curso é entender melhor os princípios filosóficos, éticos e jurídicos que fundamentaram a criação das Apacs, passando pelo foco humanista de ressocialização. “Convidamos os recuperandos em regime fechado que frequentam a Associação de Betim, pois a instituição existe por eles e para a reintegração deles na sociedade”, afirmou.

As APACs são entidades civis que oferece um método de recuperação e reintegração social de pessoas condenadas a penas privativas de liberdade.

O evento contou com a participação do Heron Domingues Guimarães, prefeito de Betim; da Cleusa Bernadeth Lara Corrêa, vice-prefeita de Betim; do desembargador Antônio Carlos Cruvinel, coordenador-geral do segmento APAC do Tribunal de Justiça de Minas Gerais; o consultor-geral do Tribunal de Contas, João Alves; entre outras autoridades.