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TCEMG firma parceria para dar transparência a registros civis

09/12/2025

Durval Ângelo fala para palestra de tabeliões, registradores e escreventes (Foto: Vinícius Dias/ TCEMG)

O conselheiro-presidente Durval Ângelo assinou o Termo de Cooperação Técnica entre o Tribunal de Contas mineiro e o Sindicato dos Oficiais de Registro Civil de Minas Gerais no sábado, 6 de dezembro. A parceria entre as duas instituições lança o Observatório da Cidadania: transparência e dados a serviço da sociedade civil. O programa tem o objetivo de dar transparência a dados que podem ser divulgados do registro civil mineiro, armazenados em cerca de 1.500 cartórios.

Além de contribuir para a formulação e o acompanhamento de políticas públicas, os dados do Observatório da Cidadania MG também têm grande relevância para a imprensa e para o cidadão, uma vez que ajudam a contar a história recente do Estado, como, por exemplo, o crescimento e envelhecimento da população e a formação de famílias.

Durval ressaltou que a parceria pode ampliar o trabalho de fiscalização e inibir irregularidades como o pagamento de aposentadoria e pensão para pessoas já falecidas e garantir pagamentos para beneficiários que realizaram a prova de vida.

O conselheiro lembrou do trabalho desenvolvido pelo TCE durante a pandemia de Covid-19, que identificou falhas em recebimento de benefícios para pessoas que não tinham condições de exercer as atividades profissionais durante o isolamento. Durval também afirmou que o Termo de Cooperação vai auxiliar na identificação e entendimento de altas taxas de mortalidade em regiões específicas e, dessa forma, na criação de políticas públicas e sociais para essas localidades.

Durante o evento, o primeiro relatório do Observatório foi lançado e apresentou uma análise detalhada com informações dos últimos dez anos de registros civis e dados mais recentes de 2024 e e entre os meses de janeiro a abril de 2025. A publicação traz os registros de casamentos e divórcios hétero e homoafetivos, dados sobre nascimentos de bebês com mães menores de 18 anos, óbitos divididos por faixas etárias, raça e cor e localidades. Outra curiosidade levantada pelo Observatório da Cidadania são os nomes mais registrados separados por gênero e regiões de Minas Gerais.

Inédita no país, a parceria entre o Tribunal de Contas mineiro e o Recivil, também contou com o apoio da Associação Mineira de Municípios (AMM), da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e do Operador Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais (ON-RCPN).

O evento fez parte do VIII Congresso dos Registradores Civis de Minas Gerais, iniciado no dia 5 de dezembro, e aconteceu no Centro de Convenções do Hotel Mercure Lourdes, em Belo Horizonte. No dia seguinte, após o lançamento do Observatório da Cidadania, o conselheiro-presidente Durval Ângelo recebeu uma homenagem em reconhecimento pela iniciativa de fechar o acordo com a Recivil. Em seguida, o evento recebeu painéis e palestras com temas sobre questões como o direito de propriedade e a reforma do Código Civil, os impactos das novas tecnologias no registro civil, e os desafios da inclusão e da inovação nos serviços essenciais à população.

Participaram da cerimônia o presidente da Recivil, Genilson Gomes; o vice-presidente do Operador Nacional, Gustavo Fiscarelli; o promotor de Justiça, Igor Peixoto, representando o promotor-geral de Justiça; o coordenador regional Criminal de BH, o defensor público Victor Faria, representando a Defensoria Pública-Geral; o coordenador do Observatório da Cidadania MG, Fábio Caldeira; o delegado-geral da Polícia, Cláudio Paiva Lopes; o coordenador-jurídico do Observatório da OAB Minas, Marília Couto; o diretor de Recursos Humanos do CBMMG, coronel Rubens Fernandes de Oliveira, representando o comandante- geral.

Fred La Rocca/ Coordenadoria de Imprensa