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Presidente cobra atenção dos municípios ao combate à fome e à Primeira Infância

27/03/2026

Durval Ângelo enfatizou, também, o papel das ouvidorias no diálogo com a população - Foto: Hernando Garcia/TCEMG

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), conselheiro Durval Ângelo, deu um recado importante para os municípios da Região do Vale do Rio Doce: a Corte de Contas vai cobrar com rigor a implementação de ações concretas para a promoção de políticas públicas relacionadas ao combate à fome e à Primeira Infância. A informação foi dada na abertura do Encontro Técnico TCEMG e os Municípios na cidade de Itabira, nessa quinta-feira (26/3).

"Nós vamos exigir que os municípios tenham conselho e política de combate à fome. É lei federal, obrigatório. Hoje, pouco mais de 200 prefeituras têm esses conselhos", informou Durval Ângelo. Com relação às políticas públicas para a Primeira infância, o presidente apontou que menos de 100 cidades mineiras contam com planos municipais para essas crianças e reforçou a exigência da legislação para a elaboração e implementação desses instrumentos.

Na terra do poeta Carlos Drummond de Andrade, primo de 2° grau do presidente, Durval Ângelo de Andrade disse também que outra medida de endurecimento no controle será relacionada às ouvidorias públicas. Há seis anos, uma lei federal obriga os municípios e as câmaras a terem suas ouvidorias. "Nós temos pouco mais de 400 cidades com ouvidorias, em Minas Gerais. E existe um ditado que diz assim: quem engorda o gado é o olho do dono. Então, o dono da coisa pública é o povo, o cidadão, a cidadã. São eles e elas os nossos patrões", ilustrou o presidente para enfatizar a importância das ouvidorias no diálogo com a população.

Atento à mensagem do presidente do TCE, o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, se apressou para dizer que o município criou o Plano Municipal da Primeira Infância, integrado com todas as secretarias e que tem funcionado bem. Disse que tem, também, um plano de combate à fome e à pobreza extrema.

"Criamos um programa inédito que é o Facilita, com resultados muito importantes para Itabira que, ainda, tem 12% da população em situação de extrema pobreza – e esse é um ponto de atenção importantíssimo", pontuou o prefeito. Quanto à ouvidoria, Lage afirmou que o setor na prefeitura é muito bem estruturado, inclusive com ouvidoria digital para facilitar o acesso da população.

O Encontro Técnico do TCEMG com o tema "Planejamento, Gestão e Controle Social" reuniu, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, 250 representantes dos municípios da região. Após a cerimônia de abertura, os auditores do TCEMG falaram sobre "Planejamento Estratégico", "Combate à fome", "Estratégia participativa", "Controle Social" e "Ministério Público de Contas".

À tarde, o Encontro mudou de endereço e foi para a Faculdade UNA de Itabira. Nas salas de aula, os auditores do Tribunal desenvolveram oficinas que incluíam casos práticos e simulação de exercícios. As atividades envolveram os temas "Gestão Fiscal Responsável"; "Licitações, Contratos e Pesquisas de Preços"; "Controle Interno", "Transparência e Controle Social"; "Previdências e Regimes Próprios"; e "Compliance Eleitoral e Vedações Legais".

Cerca de 250 pessoas, de diversos municípios da região, acompanharam a cerimônia de abertura - Fotos: Hernando Garcia/TCEMG

Oficina

Uma das oficinas mais prestigiadas do evento foi sobre Consórcios Públicos, conduzida pelo auditor de Controle Externo Léo Grandinetti. Ele tratou do histórico de normas dos consórcios públicos, conceitos e requisitos legais para constituição dessas entidades. Também foram abordados temas específicos como Transparência, Controle Interno e as informações que os consórcios devem enviar para o Tribunal. 

"Na parte final, a oficina tratou de uma importante peça de planejamento, que é o orçamento do consórcio. Foram expostos temas de Direito Financeiro aplicado a essas entidades e detalhadas as classificações orçamentárias que devem ser utilizadas, com base nos normativos", explicou Grandinetti. 

Jogo do Tributo

O Tribunal levou, ainda, o Jogo do Tributo para a Escola Municipal Didi Andrade. A atividade é uma simulação interativa que recria a rotina fiscal de um município fictício. De forma lúdica, alunos e alunas assumem papéis políticos, como prefeito, prefeita, secretários municipais, tesoureiras. Eles "arrecadam" impostos, debatem prioridades orçamentárias e aprendem sobre transparência, cidadania e Controle Social.

Clique aqui para conferir como foi a programação.

Galeria de fotos

Encontro Técnico em Itabira