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Tribunais de Contas são essenciais, assegura Congresso Nacional

05/05/2026

Da esquerda para a direita: (de pé): Alencar da Silveira Jr, Edilson de Sousa Silva, presidente da Atricon, Cristina Melo e o presidente do TCE, Durval Ângelo; (assentados): Agostinho Patrus, Telmo Passareli, Daniel Guimarães e Marcilio Barenco

Em sessão solene e conjunta, com a presença de senadores, deputados, convidados e convidadas, o Congresso Nacional acaba de promulgar nesta terça-feira (5/5) a Emenda Constitucional 139/26, que reconhece os tribunais de contas como órgãos permanentes e essenciais ao controle externo da administração pública. A medida teve origem na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 39/22, chamada "PEC da Essencialidade", e altera os artigos 31e 75 da Constituição Federal, dando segurança jurídica ao sistema de controle externo. A proposta inicial foi apresentada em 2017 pelo atual deputado federal Eunício Oliveira, quando ainda presidia o Senado Federal.

Considerada pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) como um marco histórico no processo de consolidação das Cortes de Contas no Brasil, a promulgação da proposta de emenda à Constituição (saiba como funciona a tramitação) impede a extinção de tribunais de contas onde já existem, mas também proíbe a criação ou instalação de novas unidades.

O documento que promulgou a Proposta de Emenda à Constituição foi assinado por Davi Alcolumbre, presidente do Senado e do Congresso Nacional; Hugo Mota, presidente da Câmara dos Deputados; Rodrigo Pacheco, senador, representando os senadores e presidente do Congresso à época da tramitação da emenda; Vital do Rego, presidente do TCU; Eunício Oliveira, deputado federal; e Edilson de Sousa Silva, presidente da Atricon econselheiro do Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO). 

Transparência e eficiência

Presente à sessão solene do Congresso Nacional, realizada no Plenário do Senado, Durval Ângelo comemorou a decisão. “Somos casas que compartilham, de forma integrada, duas atribuições: a fiscalização - ação de controle externo que se soma às medidas de controle interno realizadas por estados, municípios e casas legislativas – e formação, ou seja, apoio permanente aos entes jurisdicionados em busca da capacitação de gestores públicos para que a administração seja mais eficiente, transparente e se cumpra rigorosamente a lei”, afirmou.

Para Durval Ângelo, a missão pedagógica é um dos pilares do controle externo moderno. O foco não deve estar concentrado na punição de irregularidades, mas na orientação e prevenção, o que pode ser alcançado por meio de eventos, como os Encontros Técnicos que realizamos em Minas Gerais, pelas atividades das Escola de Contas e pelas publicações técnicas que temos produzido e disponibilizado”, complementou.

O vice-presidente do TCEMG, conselheiro Agostinho Patrus, os conselheiros Alencar da Silveira Júnior e Telmo Passareli, o procurador-geral junto ao Tribunal, Marcilio Barenco, o subprocurador Daniel Guimarães e a procuradora Cristina Andrade Melo também participaram da sessão solene do Congresso Nacional, em Brasília.

Vitória da Democracia

No print de tela, no centro da imagem, Davi Alcolumbre e Hugo Mota (à esquerda), exibem a Emenda Constitucional promulgada. Também estão na imagem, extraída da transmissão da TV Senado, Rodrigo Pacheco, Eunício Oliveira e Edilson de Sousa Silva. 

A promulgação da PEC pode ser atribuída ao êxito da ação legislativa da Atricon. Para o presidente do TCE, que ocupa atualmente o cargo de vice-presidente de Assuntos Legislativos da entidade, o resultado deve ser atribuído ao esforço conjunto dos 33 Tribunais de Contas do país, que atuaram de forma coordenada e orientada.

"Mas a promulgação da PEC da Essencialidade não é apenas uma vitória da Atricon. Ela deve ser compreendida como um escudo para a democracia, garantindo que nenhum tribunal de contas sofra retaliações por exercer sua função constitucional ", destacou Durval Ângelo.

O presidente do TCEMG afirmou, também, que “ao elevar os Tribunais de Contas ao status de órgãos permanentes e essenciais, o Congresso Nacional reconhece que o controle técnico é indispensável para a boa gestão do dinheiro público no Brasil”.

Histórico da PEC

A PEC 39/2022 foi aprovada em dois turnos no Senado Federal em dezembro de 2022 e, posteriormente, encaminhada à Câmara dos Deputados. Na Câmara, a tramitação resultou da análise conjunta da PEC 302/2017, de autoria do deputado Moses Rodrigues, e da própria PEC 39/2022, apresentada pelo então senador Eunício de Oliveira. As duas propostas foram apensadas em setembro de 2025, por decisão do então presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Com a apensação, o deputado Acácio Favacho, presidente da Frente Parlamentar da Transparência, foi designado relator da matéria e assumiu o compromisso de conduzir os trabalhos legislativos para a aprovação da proposta, considerada um marco no fortalecimento institucional do Sistema Tribunais de Contas.

A aprovação e, agora, a promulgação da PEC são resultado de um amplo e consistente esforço da diretoria da Atricon, em articulação com os 33 Tribunais de Contas brasileiros e demais entidades representativas do Sistema. O trabalho conjunto teve como objetivo demonstrar, de forma clara, a relevância dos Tribunais de Contas na promoção da transparência, da boa governança e da defesa do patrimônio público.

(Com informações da Atricon - fonte: https://atricon.org.br/pec-da-essencialidade-sera-promulgada-no-dia-5-de-maio/)