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Tribunal realiza avaliação inédita do Programa Minas Bilíngue em escolas estaduais

16/06/2026

Foto: Coordenadoria de Auditoria Operacional e Avaliação de Políticas Públicas (CAOP)

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) realizou, nos dias 11 e 12/6, visitas técnicas a escolas participantes do Programa Minas Bilíngue, iniciativa da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG). A ação marca a primeira avaliação de política pública conduzida pela Corte de Contas com foco preventivo, por meio da análise ex ante, realizada antes da consolidação da execução.

A atividade foi conduzida pela equipe da Coordenadoria de Auditoria Operacional e Avaliação de Políticas Públicas (CAOP), formada pelas auditoras Jacqueline Loures, Taciana Souza e Marcela Cunha. Durante a agenda, foram visitadas três escolas da rede estadual: Cabana do Pai Tomás e Professora Belmira Trindade, em Belo Horizonte, e Rotary, em Uberaba. As auditoras foram recebidas pelas equipes gestoras e acompanharam a fase inicial de implementação do programa.

Lançado no fim de 2025, o Programa Minas Bilíngue começou a ser implantado, neste ano letivo, em 30 escolas selecionadas, o que torna o momento oportuno para a atuação preventiva do Controle Externo. Diferentemente das auditorias tradicionais, que analisam resultados já alcançados, esse tipo de avaliação permite identificar riscos e oportunidades ainda no início da política.

Aprimorar execução e orientar decisões

O programa institui dois modelos na rede estadual: as Escolas Interculturais Bilíngues, voltadas à ampliação da formação linguística e cultural dos estudantes, com foco no desenvolvimento de competências comunicativas e interculturais; e as Escolas Interculturais com Língua Estrangeira Adicional, que ampliam o ensino de idiomas no currículo regular, em articulação com os Centros de Estudos de Línguas, responsáveis por ofertar cursos gratuitos a estudantes e profissionais da rede.

A avaliação do TCEMG analisa aspectos como o desenho da política, sua governança, viabilidade de execução e mecanismos de monitoramento. O objetivo é subsidiar o aperfeiçoamento da iniciativa pelo Governo de Minas Gerais e apoiar a tomada de decisões sobre sua expansão, ajustes ou eventual redirecionamento.

Ao atuar de forma antecipada, o Tribunal busca identificar fragilidades e riscos ainda na fase inicial, permitindo a correção de eventuais falhas antes que comprometam os resultados e a aplicação dos recursos públicos. A iniciativa reforça o papel do Controle Externo na melhoria da qualidade das políticas públicas, para além da fiscalização posterior.