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TCEMG participa de escuta ativa com comunidades indígenas

27/07/2026

Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) participou, nos dias 22 e 23 de julho de 2026, da ação de Escuta Ativa promovida pelo Comitê Jus-Povos nas comunidades indígenas Pradinho e Água Boa, em Bertópolis, e em Águas Formosas, no Vale do Mucuri. Representaram o Tribunal o presidente Durval Ângelo, o diretor-geral, Gustavo Vidigal, a secretária do Tribunal Pleno, Flávia Ávila, a assessora Rachel Campos, e a auditora Joelma Diniz.

A programação reuniu lideranças indígenas e representantes de diversas instituições públicas para ouvir as demandas das comunidades Tikmũ’ũn/Maxakali e definir encaminhamentos voltados ao fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Durante a visita, o TCEMG reafirmou seu compromisso de induzir a melhoria das políticas públicas, avaliar resultados, promover a boa governança e contribuir para que os direitos assegurados na Constituição sejam efetivamente garantidos às populações indígenas. Também foi destacado que a realidade observada nos territórios Tikmũ’ũn/Maxakali exige que as políticas públicas sejam avaliadas não apenas pelo volume de recursos aplicados, mas, principalmente, pelos resultados produzidos na vida das comunidades.

O TCEMG também aprofundará o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos destinados às políticas voltadas às populações indígenas nos municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni, conforme deliberação do Comitê Jus-Povos.

Em relação à Aldeia Escola Floresta, em Teófilo Otoni, o Tribunal já promoveu diálogo institucional com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais sobre a execução da emenda parlamentar destinada à ampliação da estrutura da escola. Como resultado, foi obtido o compromisso formal de liberação do projeto, etapa considerada fundamental para o avanço da obra. O acompanhamento institucional continuará até a conclusão da ampliação da unidade.

Foto: DivulgaçãoOutro encaminhamento apresentado durante a Escuta Ativa refere-se ao Ofício nº 31/2026, encaminhado pelo Projeto Hãmhi Terra Viva, que relata dificuldades na execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Estadual) nos territórios Maxakali. Diante das informações recebidas, o Tribunal determinou a instauração de ação fiscalizatória para apurar os fatos, avaliar a execução da política pública e contribuir para a construção de soluções institucionais que assegurem sua efetiva implementação.

O Tribunal também anunciou que irá detalhar os dados do indicador Prisma relacionados às dimensões de saúde, educação e proteção/parentalidade na primeira infância, permitindo ampliar o conhecimento sobre os indicadores da população indígena infantil e fortalecer o monitoramento das políticas públicas destinadas a esse público.

A participação do TCEMG na Escuta Ativa reforça o compromisso da instituição com o acompanhamento permanente das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, buscando transformar o diálogo com as comunidades em ações de controle capazes de contribuir para que os recursos públicos produzam resultados concretos na vida das pessoas.

Ao final da programação, as instituições que integram o Comitê Interinstitucional Jus-Povos assinaram a Carta de Águas Formosas, documento que consolida os encaminhamentos definidos durante as escutas realizadas nas comunidades indígenas Tikmũũn/Maxakali. Entre os compromissos assumidos estão o fortalecimento da atuação articulada entre os órgãos públicos, o acompanhamento permanente das demandas apresentadas pelas comunidades e a adoção de medidas voltadas ao aprimoramento das políticas públicas de educação, saúde, segurança alimentar, primeira infância e proteção dos direitos indígenas.


Thiago Rios Gomes / Coordenadoria de Imprensa