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Tribunais de Contas unem forças pelo fim da violência contra a mulher

27/07/2026

O Brasil enfrenta um cenário alarmante no combate às agressões de gênero. Dados do Instituto DataSenado apontam que cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar no último ano. A expressão mais extrema dessa realidade se traduz no recorde de 1.470 feminicídios — uma média diária de quatro mulheres mortas.

Diante de estatísticas tão graves, a omissão não é uma alternativa. Transformar esse quadro exige estratégias concretas, fiscalização rigorosa e a união de homens e mulheres em uma causa que diz respeito a toda a sociedade.

Com o objetivo de propor soluções efetivas, os 33 Tribunais de Contas do país estarão reunidos nos dias 10 e 11 de agosto, no Rio de Janeiro, para o Seminário Nacional do Controle Externo para o Enfrentamento da Violência contra a Mulher.

O encontro busca articular a atuação das cortes de contas brasileiras na avaliação das políticas públicas voltadas à prevenção da violência, ao atendimento às vítimas e à responsabilização dos agressores. Durante o evento, gestores, auditores e especialistas debaterão caminhos práticos para aprimorar a rede de acolhimento e reduzir drasticamente os índices de violência no país.

Rede que Protege

O seminário representa um novo avanço nas articulações iniciadas em março deste ano, quando a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e o Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) começaram a estruturar uma atuação nacional conjunta. O objetivo principal é sistematizar as fiscalizações já realizadas pelos tribunais de contas e transformar evidências técnicas em linhas coordenadas de ação.

Diante da relevância da pauta, foi criada a Rede que Protege, uma iniciativa que mobiliza todo o Sistema Tribunais de Contas. Além de Atricon, IRB e CNPTC, integram a rede a Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), a Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC) e a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon).

Atuação e fiscalização

A proposta da Rede que Protege é transformar o volume de diagnósticos existentes em prioridades objetivas de fiscalização. A abordagem reconhece que a violência contra a mulher ultrapassa a esfera da segurança pública, alcançando áreas cruciais como assistência social, autonomia financeira, saúde e educação.

Entre os principais eixos de atuação do controle externo estão:

Prevenção e Proteção: Avaliação dos protocolos de prevenção ao feminicídio, fiscalização de medidas protetivas e acompanhamento de mulheres ameaçadas.

Rede de Atendimento: Integração das portas de entrada do sistema, fortalecimento do Poder Judiciário, da atuação policial, de centros de referência e de casas de abrigo.

Proteção Especial: Estrutura para investigação e atendimento a vítimas de violência sexual, com atenção especial a crianças e adolescentes.

Informações Gerais 
Evento: Seminário Nacional do Controle Externo para o Enfrentamento da Violência contra a Mulher
Data: 10 e 11 de agosto
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Realização: Rede que Protege e Tribunais de Contas do Brasil
 
Clique no link e confira o convite da conselheira Soraia Victor (TCE-Ceará).