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Tecnologia a serviço do controle: TCEMG amplia capacidade de fiscalização com inovação e inteligência artificial

18/08/2026

Conselheiro Durval Ângelo com certificado internacional, ao lado do diretor Alexandre Sousa

Reconhecimento internacional IA Honors Gov destaca trajetória do Tribunal, que estruturou projetos de inteligência artificial, modernizou equipamentos e serviços e fortaleceu a governança e a segurança da informação

A tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez mais estratégico no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG). Nos últimos meses, iniciativas de inteligência artificial (IA) chegaram à fiscalização, novos equipamentos foram incorporados à rotina de trabalho, serviços essenciais foram modernizados e a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) avançou na organização de processos, na segurança cibernética e na capacitação das equipes.

Esse conjunto de iniciativas ganhou reconhecimento internacional. O TCEMG recebeu o IA Honors Gov – Founding Edition 2026, concedido no âmbito do World Artificial Intelligence Forum (WAIF), em reconhecimento à atuação de instituições públicas que contribuem para o avanço da inteligência artificial e da inovação no setor público.

A transformação busca ampliar a capacidade institucional do Tribunal e colocar a tecnologia cada vez mais a serviço do controle externo, da transparência, da eficiência e da sociedade.

Reconhecimento internacional

Após representar o Tribunal na cerimônia de premiação, o diretor de Tecnologia da Informação, Alexandre Sousa, entregou o certificado do IA Honors Gov ao presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo. A premiação é tratada pelo Tribunal não como um fato isolado, mas como resultado de uma agenda de modernização que envolve inteligência artificial, infraestrutura, segurança cibernética, governança e qualificação das equipes.

Para Durval Ângelo, a inovação precisa estar diretamente relacionada à finalidade pública da atuação do Tribunal.

“A tecnologia só faz sentido quando produz resultados para as pessoas. Esse reconhecimento internacional demonstra que o Tribunal está avançando, mas também amplia nossa responsabilidade. Queremos utilizar a inovação para fortalecer o controle externo, aprimorar a fiscalização das políticas públicas e contribuir para que os recursos públicos cheguem, com mais eficiência, a quem mais precisa”, destacou o presidente.

A atual gestão, por meio da Presidência e da Vice-Presidência, definiu a tecnologia como um dos pilares estratégicos do Tribunal, com a diretriz de ampliar o uso da inovação no controle externo e fortalecer a presença do TCEMG no debate nacional sobre transformação digital no setor público.

“Eu gosto de pensar instituições e corporações como grandes embarcações. Elas precisam de tripulação, estrutura e motores, mas precisam, sobretudo, de direção. No TCEMG, essa direção foi dada pela atual gestão, por meio da Presidência e da Vice-Presidência, que compreendeu que a tecnologia deveria ocupar um lugar estratégico no futuro do Tribunal e ser pensada de forma transversal”, reforçou Alexandre Sousa, diretor de Tecnologia da Informação do TCEMG.

Mais do que a premiação, o resultado desse processo está na retomada do protagonismo tecnológico do TCEMG, característica que faz parte da trajetória da instituição.

IA no controle externo

Uma das mudanças mais expressivas ocorreu na inteligência artificial. No início de 2025, o Tribunal não possuía projetos de IA em produção. Em 16 meses, estruturou um portfólio de soluções voltadas ao controle externo, à transparência, à análise de documentos, à organização do conhecimento institucional e ao apoio à fiscalização.

Entre as iniciativas estão Leis e Decretos IA, Barramento de Auditores, ChatUAI, Painel de Emendas Parlamentares com IA, Editais de Concurso Público com IA e Radar de Processos Sensíveis. Também estão em desenvolvimento o ChatUAI SEI e o ChatUAI LM.

As ferramentas permitem ampliar a capacidade de análise diante do volume de informações que integra a atividade de controle. A inteligência artificial pode auxiliar na leitura, organização e comparação de dados e documentos e na identificação de elementos relevantes para o trabalho técnico, preservando a decisão humana.

“A IA no TCEMG não está sendo tratada como modismo. Ela está sendo aplicada com governança, responsabilidade e foco em valor público. A máquina pode ler, organizar, comparar e sugerir caminhos; mas a decisão técnica continua sendo humana”, explicou o diretor.

Tecnologia no dia a dia

Entre os avanços em infraestrutura com impacto direto na rotina de servidores e colaboradores estão a modernização da VPN, que proporcionou maior estabilidade e segurança ao trabalho remoto, reduzindo problemas relacionados a quedas de conexão e perda de sessões, e a substituição de 1.482 computadores obsoletos.

A DTI também avançou na reorganização da gestão de projetos, na criação de estruturas de qualidade de software, na reformulação das ferramentas de acompanhamento, no desenvolvimento de painéis de Business Intelligence (BI) e no fortalecimento da segurança cibernética.

Foi criado ainda o primeiro Plano Diretor de Tecnologia da Informação do Tribunal, instrumento que organiza prioridades e contribui para dar previsibilidade às ações e aos investimentos da área.

Pessoas no centro da transformação

Esse processo também envolve investimento nas equipes. “Tecnologia não se transforma apenas comprando ou construindo ferramentas. A transformação começa pelas pessoas, pela cultura, pela capacidade técnica e pela forma como as equipes passam a trabalhar”, ressaltou Alexandre Sousa.

Foram realizadas mais de 2 mil horas de capacitação, reunindo formação em competências técnicas e comportamentais, além da reorganização de equipes.

A mudança também alcançou o gerenciamento dos projetos estratégicos. Segundo a DTI, o aprimoramento do planejamento e do acompanhamento trouxe maior previsibilidade à execução das iniciativas, contribuindo para que os projetos com escopo mantido avancem para conclusão dentro do ciclo da atual gestão.

TCEMG no debate nacional sobre IA

Além do desenvolvimento de soluções próprias, o Tribunal ampliou sua participação no debate sobre o uso responsável da inteligência artificial no controle público.

Um dos marcos foi a realização, em Belo Horizonte, do 2º Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas, que reuniu mais de 2 mil participantes de todas as regiões do país. O encontro colocou em discussão temas como IA responsável, governança, controle externo e inovação pública.

“Sediar o 2º Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas foi um marco. Mostrou que o TCEMG não é apenas usuário de soluções de IA, mas uma instituição que está ajudando a construir essa agenda no sistema de controle externo”, pontuou o diretor.

Modernização continua

A evolução tecnológica do TCEMG é permanente. Os avanços alcançados abrem caminho para novas etapas, que envolvem desde o uso estratégico da tecnologia no controle externo até a atualização dos recursos que sustentam o funcionamento cotidiano da instituição.

Nesse percurso, planejamento, investimentos, governança e qualificação das equipes são fundamentais para acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas. O desafio inclui a atualização de equipamentos e sistemas e a modernização dos recursos disponíveis em diferentes espaços do Tribunal, como o Plenário e os auditórios, de forma a manter a instituição preparada para novas demandas.

Manter o protagonismo, portanto, exige combinar inovação com uma estrutura capaz de sustentá-la ao longo do tempo. “Não podemos trabalhar apenas na construção de soluções de inteligência artificial. Precisamos avançar em diferentes frentes, garantindo uma infraestrutura tecnológica eficiente, serviços estáveis, segurança cibernética fortalecida, equipes capacitadas e processos bem estruturados. É essa combinação que faz a tecnologia chegar, de forma concreta, ao dia a dia das pessoas”, concluiu Alexandre Sousa.