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"Políticas públicas que saem do papel são aquelas que estão no orçamento", afirma Telmo Passareli em evento da Primeira Infância

31/08/2026

Conselheiro Telmo Passareli afirma que não eiste política pública efetiva sem planejamento e orçamento - foto: Sandra Bomfim/TCEMG

Na manhã desta segunda-feira (31/8), o conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Telmo Passareli, participou da abertura de encontro do Projeto Minas pela Primeira Infância – MaPI. Realizado no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, o evento foi idealizado para gestores e equipes técnicas dos municípios participantes, além de instituições parceiras envolvidas na construção e implementação das políticas públicas voltadas à primeira infância.

O conselheiro Telmo Passareli participou da aberta do evento, realilzado na UFMG - Foto: Naila Mourthé/TCEMGRepresentando o presidente do TCEMG conselheiro Durval Ângelo, na cerimônia de abertura, Passareli destacou que o principal desafio para a efetividade de políticas públicas para a primeira infância está além de “saber o que precisa ser feito”. De acordo com o conselheiro, “o grande desafio é construir as condições para que as políticas aconteçam de forma contínua e produzam resultados concretos. E isso exige governança, cooperação e planejamento.”

Passareli é o conselheiro que representa o Tribunal de Contas de Minas Gerais no Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação (Gaepe), movimento que foi recentemente instituído. Por meio de uma dinâmica articulada e horizontal, o grupo interinstitucional foca em ações e atividades para materializar as políticas públicas e assegurar avanços concretos em todos os níveis da educação infntil e básica. 

Planos municipais

De acordo com Passareli, o Tribunal de Contas tem trabalhado para fortalecer a perspectiva de que investir na primeira infância é investir no futuro - foto: Naila Mourthé/TCEMGO encontro do Projeto MaPI integra as ações de apoio técnico aos municípios mineiros para a elaboração, qualificação e implementação dos Planos Municipais pela Primeira Infância, buscando fortalecer a governança, o planejamento e a execução de políticas públicas destinadas às crianças na primeira infância.

“O coração do projeto está no Programa de Aceleração de Planos (PAP), acompanhamento por meio de fórum tira-dúvidas com a Rede Primeira Infância - Minas Gerais (REPI-MG) durante todo o ano de 2026, por meio dos quais os municípios receberão orientações sobre os procedimentos necessários para elaboração e implementação de seus planos”, esclarece texto sobre o projeto publicado no portal do MPMG.

O conselheiro Telmo Passareli destacou a relevância dos planos municipais dedicados à primeira infância. Para ele, o Tribunal de Contas tem trabalhado para fortalecer a perspectiva de que investir na primeira infância é investir no futuro. “Acreditamos que esse investimento depende não apenas de recursos, mas da capacidade de transformar prioridades em políticas planejadas, financiadas, executadas e monitoradas ao longo do tempo”, destacou.

“Os Planos Municipais pela Primeira Infância são instrumentos fundamentais nesse processo”, sinalizou Passareli. O conselheiro indicou que os planos permitem definir prioridades, estabelecer metas e construir uma visão de longo prazo para as crianças. “Mas, para que saiam do papel, precisam estar conectados ao planejamento e ao orçamento municipais. Afinal, toda prioridade pública deve encontrar correspondência nos instrumentos de planejamento e nas escolhas orçamentárias do governo. Sem essa conexão, corremos o risco de ter bons planos, mas poucas condições para implementá-los”, sentenciou o conselheiro do TCEMG.

Debate nacional

Em Goiânia, na última semana, aconteceu o III Encontro Nacional da Primeira Infância (ENAPI). O evento reuniu mais de 1.800 participantes entre os dias 26 e 28 de agosto. O presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, ressaltou que não há efetividade das políticas públicas sem destinação de recursos específicos. O presidente da Casa de Contas mineira também destacou, durante o evento, a relevância dos Planos Municipais pela Primeira Infância.

O III ENAPI foi uma realização conjunta do Instituto Rui Barbosa (IRB), por meio de seu Comitê Técnico da Primeira Infância (CTPI), da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON), do Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) e do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO).