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Força-tarefa atua para acertar caixas escolares; amanhã (24/9) acontece plantão com técnicos do MEC

23/09/2026

Ideia que faltam recursos de forma permanente para escolas é frequentemente aceita e difundida. Na foto, imagem de sala de aula gerada com auxílio de ferramenta de IA

 Na terça (29/9) e quarta-feira (30/9), outras duas edições do plantão serão realizadas para esclarecer dúvidas de gestores e da direção das escolas. Saldo disponível para escolas mineiras é de cerca de R$ 258,6 milhões

No Brasil, a percepção de que faltam recursos para a educação — em especial da creche ao ensino médio — é frequentemente aceita e difundida. Em Minas Gerais, esse cenário não é diferente.

Há escolas sem bibliotecas adequadas, laboratórios, quadras esportivas, climatização, acessibilidade ou conexão de qualidade com a internet. A lista de desafios inclui, ainda, a falta de vagas em creches e pré-escolas, a superlotação das salas de aula e a escassez de profissionais especializados. Mas o que está fora do radar, muitas das vezes, até mesmo das escolas, é a existência de verbas federais do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) não utilizados.

Levantamento realizado pela equipe do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação (Gaepe) em Minas Gerais junto a técnicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada diretamente ao Ministério da Educação (MEC), revelou que o saldo atualmente disponível é de aproximadamente R$ 258,6 milhões.

Na prática, o dinheiro que deveria ser depositado nas contas das escolas (caixas escolares, denominadas unidades executoras) para comprar materiais ou fazer reparos pode estar travado em Brasília ou chegou às contas das escolas, mas não pode ser utilizado por alguma irregularidade. 

De olho no prazo

A escola não perde o recurso imediatamente, mas não pode usá-lo até que a Prefeitura ou a direção da escola regularize a situação. Este ano, as pendências precisam ser resolvidas até o prazo limite de 31 de outubro de 2026 para que as escolas tenham acesso aos recursos. Há duas situações básicas:

Se a escola não resolver os problemas a tempo, ela perde o dinheiro planejado (o recurso que não está na conta da escola) para o ano corrente. Como o orçamento do governo federal “fecha” em dezembro, essa verba que ficou travada em Brasília não poderá mais ser enviada depois.

Quadro gerado com suporte de ferramenta de IAA regra é diferente para o dinheiro antigo, que já está na conta bancária da escola: esse valor não é recolhido pelo governo e pode ser usado no ano que vem. O problema é que, enquanto a escola estiver suspensa, a conta fica bloqueada. Ou seja, os diretores não conseguem mexer nem no dinheiro novo e nem no saldo antigo até regularizar a situação.

Gaepe mineiro em ação

Para buscar soluções e permitir que as escolas regularizem as pendências, o Gaepe mineiro acionou o FNDE e articulou três oficinas online no mês de setembro. A ideia é que os técnicos da autarquia federal esclareçam dúvidas dos gestores municipais, diretores e diretoras, para que as escolas possam utilizar os recursos.

O levantamento aponta 2.555 escolas com recursos em suspensão. São unidades escolares municipais, estaduais e particulares. As escolas particulares que recebem recursos via PDDE são aquelas que oferecem exclusivamente educação especial, voltadas ao atendimento de estudantes com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. As demais instituições de ensino da rede privada não têm direito aos recursos do PDDE. 

Levantamento mostra número de escolas, por tipo de rede, que têm recursos do PDDE suspensos - Imagem: Coordenadoria de Imprensa/TCEMG

De acordo com a secretária-executiva do Gaepe – Minas Gerais, Nayla Mourthé, têm recursos suspensos por situações que podem ser facilmente resolvidas, mas a rotina escolar para os/as dirigentes é sobrecarregada. Leia, no quadro, as principais situações que levam ao bloqueio dos recursos.

Um esforço conjunto foi realizado e encaminhado uma cópia do convite para a oficina para prefeitos e prefeitas, secretários/as de educação e para as ouvidorias municipais. A expectativa é conseguir reunir nos três dias todas as escolas para tentar assegurar o acesso aos recursos. 

Imagem gerada com suporte de ferramenta de IA