Siga-nos nas redes sociais:

Acessibilidade

AUMENTAR CONTRASTE

DIMINUIR CONTRASTE

Uso de dados no controle interno é destaque em programação no TCE

21/10/2026

O controlador interno Henrique Quites abordou as dificuldades de organização e funcionamento do Controle Interno (Foto: Veronica Manevy/TCEMG)

O uso de ferramentas de inteligência de dados para identificar possíveis irregularidades na administração pública e fortalecer os sistemas de controle interno dos municípios foi um dos principais temas do último dia da XII Jornada de Contabilidade Pública. Nesta quarta-feira, 21/10/2026, na sede do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), em Belo Horizonte, especialistas na área apresentaram experiências de fiscalização e discutiram os desafios enfrentados pelas controladorias municipais.

Durante a palestra Estruturação e Fortalecimento do Controle Interno nos Municípios, a auditora de controle externo do TCEMG, Isabella Pimentel, apresentou o trabalho desenvolvido pelo Suricato, unidade de inteligência de dados do TCEMG. A iniciativa utiliza o cruzamento de informações para identificar situações que exigem atenção dos gestores públicos.

Entre as áreas acompanhadas estão despesas com pessoal, licitações, contratos, orçamento e obras públicas. Na folha de pagamento, por exemplo, as análises permitem apontar possíveis inconsistências relacionadas à acumulação de cargos, pagamentos a pessoas falecidas e servidores que ultrapassaram a idade de aposentadoria compulsória.

Os resultados dessas análises são utilizados para orientar ações de fiscalização e solicitar esclarecimentos aos municípios. A identificação de uma situação atípica não significa, necessariamente, a existência de irregularidade, que depende de verificação e análise das informações.
 
A auditora Isabella PimentelIsabella também apresentou uma trilha de fiscalização voltada à identificação das estruturas de controle interno municipais. Segundo os dados apresentados ao Tribunal, o número de municípios sem registro dessas unidades nas bases analisadas passou de 129, em 2025, para 95 em maio e 66 em agosto de 2026. 
 
O controlador interno do TCEMG, Henrique Quites, abordou as dificuldades de organização e funcionamento dessas unidades. Ele destacou a realidade de municípios em que o trabalho de controle interno fica concentrado em um único profissional, além dos desafios relacionados à autonomia, à composição das equipes e à continuidade das atividades administrativas.
 
A estruturação do controle interno permite que os próprios órgãos públicos acompanhem a execução de despesas, contratos e procedimentos administrativos, identifiquem riscos e adotem providências para corrigir falhas. Essa atuação também contribui para a qualidade das informações prestadas ao Tribunal de Contas.
 
Planejamento e tecnologia
 
O planejamento das auditorias foi tema da apresentação do contador e professor Milton Mendes. Ele defendeu que as controladorias organizem suas atividades a partir da identificação de riscos, com definição dos objetivos de cada auditoria, responsáveis, prazos e procedimentos de acompanhamento.
 
Entre as áreas que merecem atenção, Milton destacou a folha de pagamento, a execução de contratos e a gestão do patrimônio público. O palestrante ressaltou que a fiscalização não deve se limitar à identificação de problemas, mas também acompanhar as medidas adotadas para corrigi-los.
 
Experiência em Ouro Branco
 
Na palestra Gestão Ágil Aplicada à Administração Pública, o controlador-geral de Ouro Branco, Alex Araújo, apresentou a experiência de reorganização das atividades de controle interno no município.
 
Com uma equipe de seis pessoas, a controladoria passou a utilizar métodos de gestão para distribuir tarefas, definir prioridades e acompanhar a execução das atividades. O trabalho envolve áreas como auditoria, ouvidoria, transparência e controle interno.
 
Alex explicou que a equipe utiliza ferramentas de inteligência para visualizar o andamento das tarefas e identificar atividades que dependem de providências de outros setores. A experiência também inclui o uso de inteligência artificial como apoio à revisão do planejamento e à definição de prioridades.
 
O controlador destacou ainda a importância da integração entre as áreas administrativas e do compartilhamento de experiências entre municípios para melhorar os procedimentos de fiscalização.

O controlador-geral de Ouro Branco, Alex Araújo (Foto: Veronica Manevy/TCEMG)


Thiago Rios Gomes / Coordenadoria de Imprensa 
 
 
 
 

Notícias relacionadas:

  • 21/10/2026 (qua.) - Uso de dados no controle interno é destaque em programação no Tribunal de Contas (Você está aqui!)