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TCEMG realiza seminário e debate Cultura como identidade da sociedade

19/03/2026

O coordenador do TCE Cultural, João Batista Miguel, em mensagem de abertura (Foto: Veronica Manevy)

De um lado, as integrantes do Projeto Zambi Musical se apresentavam no Salão Mestre de Piranga. A poucos metros dali, os músicos da Orquestra Filarmônica de Varginha enchiam o Auditório Vivaldi Moreira com melodias clássicas mundiais. Os tambores tocados pelas meninas do Quilombo dos Arturos, em Contagem, e as cordas dos violinos e violoncelos vindas do sul de Minas já expressavam um dos temas que o Seminário Mineiro do Núcleo Cultural do Tribunal de Contas debateu: a pluralidade cultural.

O primeiro dia do evento aconteceu hoje, 19 de março, na sede do TCEMG, em Belo Horizonte e trouxe o assunto Implementação dos Sistemas Municipais de Cultural como foco principal. Além de mostra a diversidade cultural que se espalha pelo Estado de Minas, o encontro também teve o objetivo de ampliar o debate sobre as políticas culturais no Estado e contribuir com o entendimento de um tema complexo e destacar a importância dos mecanismos de fomento à economia criativa e ao desenvolvimento cultural nos municípios.
 
Não só as quase 400 pessoas que ocuparam os assentos do auditório, mas as autoridades presentes também demostraram a relevância dos temas que o Seminário Mineiro discutiu. Para dar início, o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Durval Ângelo, explicou, de uma forma lúdica, o que é “cultura”. Durval contou que um professor chegou em uma sala de aula com um aquário e um peixe dentro. Apoiou o objeto em cima de uma mesa e, com o auxílio de uma rede, tirou o pequeno animal que nadava na água. Logo, o peixe começou a debater. Espantados, os alunos questionaram ao mestre por qual motivo ele fez aquilo, o que prontamente ele respondeu que era para explicar o que é “cultura”. “Cultura é tudo que nos mantém vivos e vivas e que garante a identidade de um povo”, ressaltou. “A melhor forma de dominar e oprimir um povo é o tirando da própria cultura”, concluiu.
 
O conselheiro ainda destacou a importância de mudanças de investimento no fomento à produções artísticas e agradeceu as entidades parceiras que estavam presentes, como a Secretária de Estado de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais Bárbara Botega; a secretária Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Cida Falabella, representando o prefeito de BH Álvaro Damião; a presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte Bárbara Mara Bof; o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Maria do Carmo Lara; o deputado estadual e presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, professor Cleiton, representando o presidente da ALMG Tadeu Leite; o presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto, Wirley Rodrigues Reis; e o diretor da Rede de Gestores de Cultura e Turismo, Gustavo Dutra..
 
A frente do TCE Cultural, o coordenador João Batista Miguel completou a ideia do conselheiro Durval, de enxergar a “cultura como eixo estruturante do desenvolvimento social, territorial e econômico”. “Cultura não é assessório, não é ornamento. Ela é fundamento! É na cultura que um povo se reconhece, constrói identidade e preserva memória e projeta o futuro, por isso investir em cultura e discutir políticas culturais”, frissou.
 
A secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do Ministério da Cultura, Roberta Martins, representou a ministra de Cultura Margareth Menezes e falou sobre a importância do Tribunal de Contas mineiro incentivar o diálogo sobre investimentos em cultura e ser um indutor de políticas públicas.
 
Ainda na parte da manhã, o Seminário Mineiro debateu os Sistemas Municipais de Cultura e a Cooperação Federativa em uma conversa mediada pela secretária executiva de Cultura de Pernambuco Yasmin Neves e participação da Roberta Martins, do MinC; a Bárbara Bof e Cida Falabella, da Prefeitura de Belo Horizonte.
 
Em seguida, o chefe de Divisão do Departamento de Articulação e Gestão do Ministério de Cultura Taylisi Leite mediou um debate sobre Fundos Municipais de Cultura com a representante da Fundação de Cultura e Arte de Muriaé, Tânia Mara; o consultor da Unesco junto ao MinC e assessor na Secretaria de Estado de Cultura do Ceará, Victor Studart; e o secretário municipal de Cultura de João Pessoa, Marcus Alves.
 
O Seminário Mineiro continua amanhã, 20 de março, também na sede do Tribunal de Contas mineiro, e vai falar sobre Os impactos da Reforma Tributária no Orçamento Cultural.

O presidente do TCEMG, Durval Ângelo, explicou, de uma forma lúdica, o que é  cultura
 
 
 

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