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Tribunal participa de audiência pública sobre a recuperação da Lagoa da Pampulha

10/11/2025

O assessor da Presidência, Anderson Tiago Ferreira Santos Sampaio, representou hoje (10/11), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) na audiência pública que aconteceu no Plenário Helvécio Arantes, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O objetivo da reunião foi debater soluções tecnológicas voltadas ao tratamento e à preservação das águas da Lagoa da Pampulha, visando à recuperação ambiental e à manutenção de um dos principais patrimônios de paisagem cultural do país, tombado pelo Iphan e pela Unesco.

Conforme explicou o assessor, dentre as atribuições constitucionais do Tribunal, destaca-se a competência de analisar políticas públicas ambientais e programas de preservação de recursos hídricos, com possibilidade de recomendar medidas corretivas, impor sanções e atuar de forma colaborativa com o Ministério Público de Contas (MPC) e outros órgãos de controle externo.

Em 2023, o Tribunal realizou auditoria operacional (Processo n. 1153211) específica para avaliar a governança, eficácia, equidade e transparência das ações de recuperação e despoluição da Lagoa da Pampulha e seu entorno, determinando a manifestação de gestores públicos quanto aos achados e recomendações propostas, que se encontra hoje em fase de Monitoramento (Processo n. 1184821).

No monitoramento, o Tribunal exige a apresentação regular de planos e relatórios de acompanhamento das ações de despoluição, controle de resíduos e mitigação dos fatores de degradação ambiental.

Anderson lembrou também que o MPC tem papel ativo e destacou, inclusive, que contratos de desassoreamento e limpeza da lagoa, conduzidos pela Prefeitura de BH, resultaram em impacto negativo ao patrimônio tombado.

O assessor ainda ressaltou que governança na Lagoa da Pampulha necessita ser do tipo multinível, ou seja, é necessário que haja o alinhamento de ações entre Prefeitura, Estado, órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e órgãos de controle para promover eficácia e eficiência na aplicação dos recursos públicos.

Além disso, destacou que por ser patrimônio histórico e paisagístico e ser tombado pelo Iphan e pela Unesco, no caso de eventuais intervenções na Lagoa da Pampulha, é preciso respeitar os marcos legais e garantir sua função cultural e ambiental.

Além de cidadãos e interessados, estiveram presentes à audiência, representantes da Prefeitura de Belo Horizonte; Fundação Municipal de Cultura; Companhia de Saneamento de Minas Gerais; Instituto Mineiro de Gestão das Águas; Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais; Ministério Público de Contas; Ministério Público Federal e empresas representantes de tecnologias para tratamento das águas.