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Segundo volume da publicação Travessias da Infância e Juventude é lançado em BH

25/06/2026

Livro aborda promoção, proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes. Foto: Tamires Araújo/TCEMG

Como parte da programação do primeiro dia do evento “Primeira Infância, Governança e Responsabilidade Institucional”, realizado no dia 24/06, em Belo Horizonte, foi lançado o livro “Travessias da Infância e Juventude – Volume II”. A obra, de iniciativa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), reúne artigos de profissionais, pesquisadores/as e atores comprometidos/as com a promoção, proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes.

 
Participaram do lançamento da obra o presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, a superintendente da Coordenadoria de Infância e Juventude do TJMG, desembargadora Alice Birchal, o coordenador executivo da Coordenadoria de Infância e Juventude, juiz de direito José Honório de Rezende, e o presidente do Fórum Estadual da Infância e Juventude, juiz de direito Ricardo Rodrigues de Lima.
 
A publicação apresenta 15 artigos que discutem temas como práticas restaurativas na infância e juventude, adoção de crianças maiores e adolescentes, o papel dos tribunais de contas no planejamento público relacionado à primeira infância, a efetividade da proteção integral à criança com transtorno do espectro autista e crimes contra crianças e adolescentes, entre outros.
 
O presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, reforçou o papel dos livros como instrumento que ensina a população a pensar. “É importante que as pessoas pensem, que desenvolvam senso crítico e construam seus caminhos, suas estradas e façam suas travessias”, destacou. Para ele, essa não é uma tarefa individual, mas coletiva, e no enfrentamento dos desafios da prioridade absoluta da proteção da primeira infância, a atuação conjunta da sociedade civil e do poder público é a forma de superar a crise do pensamento de uma sociedade intolerante.
 
Já a superintendente da Coordenadoria de Infância e Juventude do TJMG, desembargadora Alice Birchal, destacou que os artigos abordam desafios e avanços de nosso tempo, às vésperas do Estatuto da Criança e Adolescente completar 36 anos. Segundo ela, as travessias sobre as quais o livro fala são distintas, mas todas apontam para a mesma direção: a afirmação concreta dos direitos das crianças e adolescentes. “O livro não é o ponto de chegada, mas um convite para seguirmos adiante. Que ele não fique na estante, mas chegue às varas da infância e juventude, aos gabinetes e à prática de quem decide todos os dias o destino de uma criança”, afirmou.
 
Papel do judiciário na proteção da primeira infância
 
Durante a programação do evento “Primeira Infância, Governança e Responsabilidade Institucional”, também foi apresentada a palestra “O Papel do Judiciário na Estruturação de Políticas Públicas para a Primeira Infância”, ministrada pela especialista em psicologia clínica e jurídica e integrante da Secretaria de Estratégia e Projetos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ângela Regina Urio Liston.
 
Na exposição, ela apresentou a Política Judiciária para Primeira Infância, que conta com mais de 200 ações e 22 eixos, reforçando seu papel transversal, múltiplo, diverso, amplo e abrangente. Foram mencionados dados da situação atual das iniciativas do poder judiciário, o que ele está fazendo e como deve ser se articular para fomentar uma política efetiva de proteção da infância e juventude. Um dos eixos de destaque é o incentivo à família acolhedora, que tem como objetivo fazer com que 25% das crianças pertencentes à primeira infância e em situação de adoção estejam em acolhimento familiar em 2027. Atualmente, esse percentual está em cerca de 8%.
 
A palestrante defendeu que as ações referentes ao tema devem envolver diferentes atores, como magistrados/as, poderes Executivo e Legislativo e sociedade civil. “A maioria das políticas públicas que envolvem crianças e adolescentes são intersetoriais, articuladas e integradas”, afirma, complementando que a via principal para lidar com as dificuldades é o diálogo, a articulação e a resiliência.
 
 

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